Rodrigo Gagliardi

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Piorar para melhorar: é a JBS nos EUA

Author: Rodrigo Gagliardi
01.04.2008

Data: 01/04/2008
Fonte: Valor Econômico
Jornalista: Indefinido

“Há muitas coisas que precisam piorar para melhorar”. A frase, de um otimismo notável, é do presidente da JBS-Friboi, Joesley Batista, referindo-se às margens negativas da operação nos EUA em 2007.

O número que parece mais preocupar o mercado é o da margem do negócio carne bovina na JBS USA, criada após a compra da Swift americana no ano passado. No último trimestre de 2007, a margem EBITDA da operação carne bovina ficou negativa em 5,8% nos Estados Unidos por conta da alta dos preços do boi gordo e da queda nas cotações da carne bovina, disse ontem Batista em conferência com analistas sobre os resultados da empresa. Toda a operação nos EUA, que inclui também suínos, ficou com margem negativa de 1,1% no ano passado.

De uma certa forma, foi a própria JBS que contribuiu para as margens desfavoráveis. Depois de adquirir a Swift, a empresa implantou um segundo turno na planta de Greeley, pois havia ociosidade. A estrutura de abate nas unidades nos EUA era de 20 mil cabeças por dia, mas o abate efetivo era de 14 mil animais. “Quando fizemos o segundo turno, pressionamos preços do boi e da carne”, reconheceu Batista. A empresa aumentou o abate para ganhar escala - os concorrentes esperavam um movimento oposto, segundo ele. Nesse momento, “todos os players vinham operando, querendo bloquear nossa entrada [nos EUA]”.

Conforme ele, para “bloquear” a JBS, as concorrentes nos EUA também aumentaram o abate, “potencializando o problema” das margens. “Depois que entenderam que não fomos lá passear [reduziram o abate], pois não dá para perder dinheiro pelo resto da vida”.

O pior momento foi em outubro do ano passado, segundo ele, mas no primeiro trimestre deste ano, as margens já começaram a melhorar. A meta da JBS é alcançar margem de 3% no negócio carne bovina “no curto prazo”. “Estamos otimistas para este ano quando vamos integrar as operações e investimentos feitos em 2007″, afirmou Batista.

O que salvou a margem da JBS foi o resultado da JBS Mercosul, de 14,2%, graças ao aumento das vendas e repasse aos preços. Com o resultado negativo nos EUA, a margem final ficou em 4,2% num EBITDA de R$ 591,1 milhões. Batista destacou que, diferentemente de bovinos, a operação de suínos nos EUA teve o melhor resultado da história no último trimestre de 2007, com margem de 6,8%.

Depois de registrar uma receita líquida de R$ 14,141 bilhões em 2007, alta de 256,4% sobre o ano anterior (de R$ 3,967 bilhões), por conta da aquisição da Swift, a JBS estima uma receita líquida de R$ 25,5 bilhões este ano. O salto pode ser explicado pelas últimas aquisições - National Beef e Smithfield Beef, nos EUA, e do Tasman Group, na Austrália, além da participação na Inalca. Para o EBITDA, a previsão é alcançar R$ 1,275 bilhão este ano, com margem de 5%.

Conforme Batista, 2009 pode ser um ano de “oportunidades” de aquisição no Brasil, já que empresas que tiverem dificuldade de se adaptar ao quadro de preços altos da matéria-prima e grande competição podem sair do negócio.

Com uma alavancagem de 3,7 (relação dívida líquida/EBITDA) no fim de 2007, a JBS vai pagar as recentes aquisições, no valor de US$ 1,8 bilhão, com recursos de uma subscrição privada de ações (cerca de US$ 1,5 bilhão). O objetivo é não ficar mais alavancada. Um fundo de investimentos em participações (FIP) que terá como cotistas o BNDESPar e os fundos de pensão Petros e Funcef, e um investidor do JP Morgan, fará aporte de US$ 1 bilhão na empresa na operação de aumento de capital. Com a subscrição do restante pelos minoritários, a JBS ficará com uma dívida de US$ 300 milhões relativa às aquisições. O valor deve ser financiado junto a bancos com os quais a JBS já trabalha, segundo Batista. (AAR)

ROBERTO SAMORA - REUTERS

SÃO PAULO - O grupo brasileiro JBS, que anunciou na noite de terça-feira a aquisição de três empresas nos Estados Unidos e na Austrália, deverá assumir a liderança em vendas mundiais de carne bovina, assim que os órgãos antitrustre dos países aprovarem as transações.

O JBS, que já é o maior do mundo em abates de bovinos, irá ampliar sua atuação nos EUA e Austrália com as compras por 1,68 bilhão de dólares das empresas norte-americanas National Beef e Smithfield Beef e da australiana Tasman.

“Somos hoje os líderes em abate. E após a conclusão das aquisições nos tornaremos líderes em vendas do setor. Somente em termos de carne bovina, vamos ter vendas de 20 bilhões de dólares (anuais) e abates de 80 mil bois diariamente”, afirmou o presidente do JBS, Joesley Mendonça Batista, em conferência com analistas e jornalistas.

Segundo ele, a empresa registra atualmente 10 bilhões de dólares em vendas de produtos bovinos, contra cerca de 15 bilhões de dólares anuais da norte-americana Tyson Foods .

“Considerando as atividades de suínos nos EUA (com vendas de 2 bilhões de dólares anuais), a empresa vai para 22 bilhões de dólares em vendas”, acrescentou ele.

Após a integração dos negócios, a empresa terá capacidade de abater 15 milhões de bois por ano, ou mais de 10 por cento do mercado oficial no planeta.

Para fazer frente aos investimentos, a empresa fará uma subscrição privada de novas ações, no valor de cerca de 1,5 bilhão de dólares. Assim, o bloco controlador passará a deter cerca de 51 por cento, contra 63 por cento anteriormente.

De acordo com Batista, todas as empresas juntas vão permitir sinergias de 150 milhões de dólares, em 18 meses após a consolidação do negócio.

O presidente afirmou que, com as novas aquisições, a companhia terá uma base sustentável para vendas para todos os continentes.

“Dessa forma, temos presença global, cada dia mais preparados para competir, para enfrentar as questões sanitárias e fazer das crises sempre uma oportunidade, o que tem sido o histórico nosso nos últimos anos.”

CRESCIMENTO ORGÂNICO

Batista ressaltou que, com essas aquisições, “encerramos um novo ciclo que se iniciou através da compra da Swift (nos EUA)”, em meados do ano passado.

“Consideramos como uma estratégia cumprida”, disse ele, lembrando que a empresa atua da maneira que gosta, “adquirindo empresas com “maus resultados para fazê-las produzir bons resultados”.

Depois de um processo de compras que envolveram grandes frigoríficos nos Estados Unidos, Austrália e Argentina, desde que iniciou a sua expansão internacional, o JBS pretende manter a liderança nas vendas sem novas aquisições de vulto.

“Para os próximos anos, temos como meta o foco em melhorias operacionais, nos ganhos de sinergia, e seguiremos crescendo organicamente”, disse Batista.

O presidente afirmou ainda que, após a aprovação das autoridades antitruste, “vamos assistir em 2009 uma integração muito grande das três empresas, os custos de integração não são relevantes o ponto de comprometer o nosso plano.”

O JBS comprou operações da National Beef por 970 milhões de dólares, sendo 410 milhões em dívidas.

As operações de bovinos da Smithfield foram adquiridas por 565 milhões de dólares, com quatro frigoríficos nos EUA, incluindo a subsidiária Five River, com dez confinamentos, a maior do setor norte-americano.

“E curiosamente, dos dez confinamentos, 60 por cento já fornecem à Swift, ou seja, vai ter uma boa sinergia a ser capturada nesse negócio.”

O Tasman Group, que opera no sul da Austrália, do mesmo lado onde o JBS já opera, foi comprado por 150 milhões de dólares.

“Temos forte chances (de ver a aprovação) e só por isso estamos fazendo o negócio, contamos com aprovação de 100 por cento.”

O National Beef teve vendas de 5,6 bilhões de dólares no último ano fiscal. Entre as unidades compradas, três plantas de abate com capacidade para 14 mil bois/dia. “National Beef tem se mostrado a empresa com melhores resultados do setor, enxuta, que performa sempre melhor do que os concorrentes…”.

O Smithfield opera com quatro abatedouros, para 2 mil cabeças/dia, e vendas de 2,8 bilhões de dólares. Já a Five Rivers produz 2 milhões de cabeças por ano.

A Tasman teve vendas de 465 milhões de dólares no ano fiscal, com abates diários de 2,7 mil cabeças/dias, e possui também abate de ovinos.

De Volta para o Futuro - 23andMe

Author: Rodrigo Gagliardi
17.11.2007

Anne Wojcicki, mulher de um dos fundadores do Google, Sergey Brin, lançará na próxima segunda-feira (19/11) o 23andMe.
Trata-se de um serviço pré disposto a descobrir os segredos escondidos do DNA de cada um que os contrate, pelo modesto custo de 999 dólares.
Um retorno ao passado mais distante ligado ao nosso DNA.

Apenas explicando para os que fugiram das aulas de ciências, todos nós temos 23 pares de cromossomos. rsss.

Eu tentei comprar o serviço, mas por hora só está disponível nos USA.
Não que eu queira usar o serviço (não agora), mas queria entender como funciona.

Tudo parte de uma “cuspida” em um KIT SALIVA que na mão deles supostamente trará todas essas respostas, probabilidades e curiosidades.

Eles prometem elucidar coisas sobre os nossos mais distantes ancestrais, condições para desenvolvimento de doenças, entre outras coisas.
Acho que o resultado será mais ou menos como saber quando e como você pode morrer.

Por outro lado, deve ser divertido saber se somos parentes de algum figura famoso no mundo.

Vai ser engraçado quando algum doido resolver enviar cuspe de uma vaca, ou de qualquer outro bicho pra eles.

Para os curiosos: www.23andme.com

Abs!

Quer comer um bom churrasco?

Author: Rodrigo Gagliardi
23.10.2007

Para saborear um delicioso churrasco com carne de primeiríssima qualidade, abaixo estão as Churrascarias de São Paulo que servem carne Friboi.

Alpha Grill
Angelica Grill
Anhembi
Baby Beef
Barbacoa
Beef Grill
Bovinu´s
Bufalo Grill
Dinho´s Place
Estrela do Sul
Montana Grill
Novilho De Prata
Churrascaria OK
Paiol Grill
Para Pedro
Paulista
Ponteio
Portal da Villa
Sul Nativa
Super Grill
Tendal Grill
Varanda Grill
Vento Haragano
Villas
Vivano Grill

MOBILE MARKETING

Author: Rodrigo Gagliardi
16.10.2007

Mande um SMS para o numero 28300 com a palavra rodrigo que eu te enviarei mensalmente uma mensagem em seu celular com um insight sobre Relacionamento Digital, Tecnologia e Capital Humano; alem de novidades da Emporio de Midia.

ACREDITAR É PRECISO

Author: Rodrigo Gagliardi
15.10.2007

Normalmente julgamos os outros pela primeira impressão que temos.
Acreditar nas competências e no potêncial humano pode nos surpreender.

Este vídeo nos ajuda a refletir um bocado sobre nossas atitudes.

Segundo o The McKinsey Quarterly, adesão é de 83%, à frente dos anúncios display e busca por palavras-chave - com 73% e 63%.

O e-mail marketing é a ferramenta mais utilizada em campanhas publicitárias pelo mundo, segundo pesquisa do The McKinsey Quarterly. A prática tem 83% de adesão e ganha dos anúncios display e busca paga.

Embora não estejam no topo, os anúncios display e a busca paga por palavras-chave vieram em seguida, com 73% e 63%, respectivamente.

Na quarta colocação está o patrocínio de marca (48%) e, bem próximos, com 44%, estão os veículos emergentes da web - como wikis, widgets, blogs, games online, mundos virtuais e redes sociais.

Os anúncios em vídeo e em podcasts também têm seu espaço, com 33% e 25%.

Metade dos executivos afirmou que pretende aumentar o investimento em e-mail marketing nos próximos três anos - contudo, confessam que a ferramenta pode perder espaço para a busca e outras práticas.

A empresa consultou 311 executivos de marketing pelo mundo, que afirmaram ainda que em 2010 a internet será parte dos dois primeiros passos do processo de compra do consumidor.